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sábado, 11 de abril de 2020

O início de uma nova História para a humanidade


          A ressurreição de Cristo foi a consumação de uma História. Sim, História com "H" maiúsculo, porque a História da salvação é maior do que a História humana: ela a abarca e a transcende.

          Cristo pagou por nossos pecados na cruz porque só Ele poderia pagar uma dívida infinita. Qualquer pecado contra Deus é infinito dada à nossa desproporção em relação a Ele; portanto, nossos pecados exigiam uma reparação infinita. Só alguém igualmente infinito como Deus poderia pagar esta dívida.

          Jesus pagou esta dívida sendo Deus. Mas Ele também é homem, e assim nós todos participamos do pagamento da dívida. Recebemos, por amor absolutamente gratuito, o restabelecimento de nossa Aliança original com o Criador.

          Ao ressuscitar, Cristo mostrou que, sim, a vida eterna existe, Ele é Deus e tudo o que Ele disse e fez foi real. Foi a prova, visível e histórica, de que sua missão não era loucura e havia sido consumada.

          Aos homens cabia continuar Sua obra: espalhar a Boa Nova e, através do exemplo de Cristo, continuar a salvação das almas.

          Por isso, diz Chesterton, o mundo morreu na noite em que Cristo ressuscitou. De agora em diante, a lógica do mundo estava vencida. Caminhava, diante do homens, o Homem que apresentava outra lógica, outra realidade que se manifestava e se comprovava dentro do próprio mundo.

          Começava uma nova História: a História da salvação.

A realidade histórica de um Deus que vive


          A pergunta de Chesterton é muito oportuna porque levanta uma questão pouco compreendida até mesmo para parte dos católicos: Jesus Cristo não é alguém que passou e deixou um legado. Ele está vivo. Hoje.

          Ao questionarmos sobre o que Jesus faria em determinada situação, é melhor perguntarmos o que Ele pode fazer agora, neste instante.

          Porque Sua presença no mundo não é mero simbolismo, alegoria ou forma de falar. Ela é real, concreta, tal qual a máquina utilizada para ler este texto.

          A diferença é que a presença de Cristo na eucaristia se dá na forma do pão e não na de um corpo humano, e sua presença é possível porque, vencendo a morte, não há barreira para transitar do plano do espírito a este mundo.

          O corpo glorioso adquirido na ressurreição é plástico à Sua vontade. Ele poderia se oferecer em sacrifício num corpo humano todos os dias, mas a Revelação é bela e sublime, e quis Ele se apresentar nos altares como num simples punhado de farinha branca.

          A realidade e a concretude da presença de Cristo na eucaristia nos leva a pensar: se Ele pode se manifestar desta forma, não pode também se manifestar em outras situações ou acontecimentos de nossa vida e do mundo?

          Por isso, ao participar das celebrações da Semana Santa, lembre-se: não devemos perguntar o que Jesus Cristo faria para resolver os problemas atuais, e sim o que Ele pode fazer. Peça. Ele quer que você O busque na Santa Missa e O leve para o mundo inteiro.